Ceni elogia gramado sintético
No mundo do futebol, a grama sintética é sempre motivo de debate. E desta vez, quem resolveu dar pitaco foi o técnico Rogério Ceni. Após o empate em 1 a 1 do Bahia com o Botafogo, no Estádio Nilton Santos, pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil 2024, Ceni resolveu dar uma elogiada no tão criticado gramado sintético. Será que ele teria a mesma opinião se tivesse perdido?
Rogério Ceni e o amor repentino pelo gramado sintético
Segundo Ceni, jogar no campo alvinegro foi uma bênção, comparado à Arena Fonte Nova. “Sobre o gramado, é melhor jogar em sintético como esse, para o nosso futebol, do que no que jogamos. Lá não conseguiríamos fazer jogo como esse. De tanto passe e bola no pé”, disse o técnico, que parece ter mudado de lado na eterna guerra do gramado sintético versus natural.
A incrível vantagem do gramado sintético
Rogério Ceni, que sempre foi um crítico ferrenho dos gramados sintéticos, desta vez estava só amor. “Reclamamos tanto do gramado sintético de maneira geral, é mais duro, desconfortável, mas entre jogar em gramado sintético como esse e na Arena Fonte Nova, exceto pelo torcedor, é muito melhor para nós jogar aqui”, completou o técnico, esquecendo por um momento todas as queixas do passado.
De acordo com Ceni, o gramado sintético favoreceu o estilo de jogo do Bahia, permitindo mais controle e velocidade no passe. “Hoje, diferentemente do jogo que vencemos, fizemos segundo tempo de mais controle, não entregamos a bola a todo momento. (O gramado) favorece para dar velocidade no passe, tem mais certeza de onde a bola vem. Na Fonte Nova não dá para dar velocidade. É um caso a se pensar. Se não fosse motivo político, de ter que levar a Seleção, poderia se pensar em gramado sintético, porque lá dizem que o sol não bate e não consegue recuperar a grama”, pontuou.
A análise do empate
O treinador também fez questão de analisar a partida, que terminou empatada no Rio de Janeiro. “Foram oito minutos terríveis (no início), de não conseguir encontrar maneira de sair jogando, que estava relativamente simples. Conseguimos nos complicar. Depois que sofre o gol, o time muda de atitude e joga como esperamos”, explicou Ceni, mostrando que, apesar do amor pelo sintético, ainda há coisas a melhorar no seu time.
Ceni também não deixou de elogiar a arbitragem, algo raro no futebol brasileiro. “Hoje a arbitragem foi boa, deixou a arbitragem correr, o que favorece o Botafogo, pela força física, velocidade e transição”, opinou. Parece que quando o resultado não é uma derrota, até a arbitragem é vista com bons olhos.
E se o resultado fosse diferente?
Agora, vamos imaginar um cenário diferente. E se o Bahia tivesse perdido? Será que Rogério Ceni estaria elogiando o gramado sintético com tanta veemência? Ou será que ele estaria criticando a dureza do campo, o desconforto para os jogadores, e dizendo que o jogo não fluiu como deveria por causa da grama artificial? É difícil não ser cético quando um técnico muda tão drasticamente de opinião dependendo do resultado do jogo.
Ceni, como muitos outros no futebol, parece ter uma visão seletiva quando se trata de gramado sintético. Quando o resultado é positivo, o campo é ótimo, a bola rola bem, tudo é maravilhoso. Quando o resultado é negativo, o gramado vira vilão, responsável por todos os problemas da equipe.
O gramado sintético do Nilton Santos
O gramado sintético do Estádio Nilton Santos, casa do Botafogo, é alvo constante de críticas e elogios. Alguns jogadores e técnicos adoram a consistência e a previsibilidade da bola, enquanto outros reclamam da dureza e do impacto nas articulações. A verdade é que o gramado sintético traz um jogo diferente, com suas próprias vantagens e desvantagens.
Para o Botafogo, que está acostumado a treinar e jogar nesse tipo de campo, o gramado sintético pode ser uma vantagem, especialmente contra equipes que não têm a mesma familiaridade com a superfície. No entanto, para os adversários, pode ser um desafio se adaptar ao ritmo e à velocidade da bola.
Opinião Insider Botafogo
Olha só que coisa, né? O Rogério Ceni agora é fã de gramado sintético. Mas vamos combinar, se o Bahia tivesse levado uma surra, será que ele ainda estaria elogiando o campo do nosso Botafogo? Difícil, né? É sempre assim: quando o resultado é bom, tudo é maravilhoso. Quando não é, a culpa é do gramado, do juiz, do clima… Mas tudo bem, a gente aqui do Insider Botafogo acha graça dessas viradas de opinião. E seguimos na torcida pelo Fogão, seja no sintético, no natural ou até na areia da praia se precisar!









