“O Botafogo não é lugar de…” A célebre frase de Heleno de Freitas nunca soou tão atual quanto após a eliminação alvinegra no Mundial de Clubes. Contra o Palmeiras, o time comandado por Renato Paiva entrou em campo com uma proposta tímida, previsível e, acima de tudo, incompatível com a grandeza do clube.
Desde a escalação inicial, com três volantes e nenhum respiro criativo pelo lado esquerdo, o Botafogo já demonstrava que não tinha ambição para vencer. Enquanto Abel Ferreira ousava com quatro atacantes, Paiva preferia se proteger — e acabou pagando o preço. A eliminação foi merecida, mas o sentimento do torcedor é de frustração com a postura passiva e a falta de protagonismo.
Botafogo se apequenou diante do Palmeiras e perdeu sua identidade
A atuação foi reflexo de um planejamento que priorizou a defesa e ignorou o DNA ofensivo que sempre marcou a história alvinegra. O Botafogo, atual campeão brasileiro e da Libertadores, parecia jogar por um empate. A ausência de alternativas táticas e a insistência em escolhas conservadoras escancararam uma crise de ideias. Jogadores como Montoro, que entrou bem, foram subutilizados, enquanto o time se limitava a ataques previsíveis pela direita.
Renato Paiva já havia pedido desculpas após a estreia contra o Seattle e foi superado taticamente novamente. Mesmo após vitórias importantes e classificações nas oitavas da Libertadores e Copa do Brasil, a queda no Mundial mostra que o limite do time é o conservadorismo do técnico. Se quiser competir de igual para igual com os grandes, o Botafogo precisa resgatar sua essência ofensiva.
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Fonte: Insider Botafogo










