Uma vitória e um empate nas últimas rodadas. Apesar dos percalços, o Botafogo continua na briga por uma vaga na Libertadores.
Essa é a nossa História. Passamos por grandes dificuldades. Fomos dados como mortos diversas vezes. Perdemos a nossa sede. Sofremos com um jejum de títulos de 21 anos. Fomos rebaixados três vezes.
A mídia não nos dá tréguas. Minimiza as nossas conquistas e amplifica as nossas crises. Outros clubes merecem toda a atenção dos jornais e das emissoras de TV. A estrela do Botafogo não pode brilhar.
Por isso mesmo, temos algo de heroico, uma firme constância, uma surda obstinação que nos serve de escudo em momentos sombrios.
Sobrevivemos ao caos. Contratamos previsões. Saímos do fundo do poço para impensados triunfos.
Nós somos o Botafogo. E o Botafogo tem luz própria. Uma chama que não se apaga. Uma réstia de fogo que fica lá, sob as frinchas do carvão, queimando em brasa debaixo da terra.
Quando menos se espera, o incêndio se alastra novamente, vívido e pujante, inflamando tudo.
Nessa segunda-feira, em Paris, o nome do clube voltou a ter destaque. Fomos o primeiro time brasileiro a concorrer ao prêmio Bola de Ouro. Uma honraria inédita, que entra para os registros.
Que a menção sirva de exemplo. Falta pouco para o final da temporada. Vamos lutar até o fim, sem esmorecer. A torcida não deve abandonar o time. Juntos, somos fortes. Renascemos das cinzas.
Nossa História de conquistas não ficará no passado.
É sempre tempo de Botafogo.
Rodrigo Rosa vive no tempo da Nova Escrita http://www.novaescrita.art.br









