Patrick e Matheus evitam desastre do Botafogo contra o Carabobo

Vítor Silva/Botafogo

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Patrick e Matheus evitam desastre do Botafogo contra o Carabobo

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Em um jogo marcado pelo misto de luto e tensão, o Alvinegro foi em busca de um resultado tranquilo. Obteve o resultado, mas faltou tranquilidade.

O 1º tempo se inicia como foi no sábado: um Botafogo lento, espaçado e tomando sustos com uma defesa adiantada. Por obrigação de um adversário que jogou em bloco baixo, o time se viu na necessidade de criar jogadas a partir da zaga, forçando a mão em lançamentos. A dobradinha com os laterais – hoje, Alex Telles e Mateo Ponte – funcionou, mas sem o mesmo entrosamento visto nos 20 minutos finais do jogo passado.

O Carabobo sentiu no Alvinegro uma defesa desentrosada e acabou encontrando espaços pelo meio. Apostou nas arrancadas de Berríos e em chutes de longa distância, que assustaram o torcedor alvinegro e o goleiro John nos primeiros minutos.

O tempo foi passando, e ao Botafogo cabia acelerar o jogo, diminuir os espaços e continuar agredindo pelas pontas – já que o meio estava congestionado pela linha de cinco do time venezuelano.

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Posse de bola, chances e dúvidas

Chegamos a ter 80% de posse, mas não conseguimos converter em grandes chances que causassem medo no adversário. Parecia um Carabobo mais à vontade com o caos. Claro, sem a pressão de ser o atual campeão, qualquer coisa que viesse no primeiro tempo era lucro para o time venezuelano – e a dúvida era qual Botafogo voltaria para o segundo tempo.

No 2º tempo, o Botafogo voltou sem mudanças. Entrou sabendo que precisava do resultado e, em tese, era o jogo mais fácil contra o adversário mais acessível.

Marlon, que recebia a bola para distribuir nas dobradinhas com pontas e laterais, não conseguiu a mesma efetividade de jogos anteriores. Parecia um jogador sonolento e burocrático.

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Mudanças, resistência e drama

Renato Paiva mexeu nos primeiros 10 minutos, promovendo a entrada de Vitinho no lugar de Mateo Ponte – mas sem muito sucesso. O Botafogo, que sentia falta do seu centroavante (Igor Jesus, 99), não encontrava entrosamento com Mastriani, que até buscou, lutou, mas não conseguiu converter em gol.

O Carabobo, que no 1º tempo se mostrava minimamente organizado, agora, além da organização, fazia uso da famosa cera. O goleiro se jogava no chão a cada ataque alvinegro, e o jogo se tornou encardido. A tensão por pontuar se tornou um adversário maior do que o próprio time venezuelano.

É… tá difícil. Renato Paiva parece não conseguir extrair absolutamente nada dos jogadores, e a torcida – que apoiou o primeiro tempo inteiro – vaiou o treinador nas mudanças que promoveu. Entraram Cuiabano, Matheus Martins e Patrick de Paula no lugar de Alex Telles, Santi e Marlon. O clima de tensão deu lugar ao desespero.

De Alex Telles, que saiu balançando a cabeça, à torcida que antes apoiava e agora se via sem paciência… pronto, perdemos o fator casa e Paiva se mostrou sem repertório à beira do campo para reverter o quadro. Agora, se vier, seria no drama.

Final feliz com herói improvável

O tempo passava, e o relógio estava longe de ser nosso melhor amigo. As mudanças deram gás, porém tudo acontecia na base do desespero – mais do que na organização. Agora, valia tudo – inclusive buscar o resultado nos pés dos improváveis heróis. E foi nos pés da incógnita Patrick de Paula que saiu o gol do alívio.

UFA! Aquele chute de falta mascado, com desvio, e parando sofridamente dentro do gol. Derrubamos a gigante tensão. Faltava o nocaute – precisávamos ainda do grito de alívio, que não havia saído no gol do camisa 6, mas que veio dos pés de mais uma incógnita: Matheus Martins. O atacante, até então questionado, ao se ver de frente para o gol, estufou a rede como se jogasse todo o peso das cobranças que recebeu no primeiro trimestre naquela bola. Pronto, chegamos!

Isso é Libertadores. Isso é Botafogo.

2 a 0, com a cara do Botafogo da Libertadores de 2024: muita tensão, sofrimento e heróis improváveis salvando uma noite que tinha tudo para ser trágica.

Agora, é buscar mais entrosamento, maturidade e tranquilidade – porque, com a bola nos pés, o adversário precisa sentir que somos os atuais campeões e o time a ser batido.

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Matheus Rodrigues
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