Gregore como zagueiro. Savarino de volante. O Botafogo provou na terça-feira, contra a Universidade do Chile, que a dedicação, o empenho, o espírito coletivo são a alma do verdadeiro futebol.
Jair, nosso jovem defensor, cometeu um deslize. Um erro bobo, que lhe custou um cartão vermelho, logo aos 27 do primeiro tempo.
Um filme revisto. Renato Paiva com certeza assistiu à final da Libertadores no ano passado. Conhece a equipe que tem nas mãos. Não abdicou da vitória. Fez mudanças táticas. Nenhuma substituição.
A decisão se mostrou acertada. Pouco tempo depois, o Botafogo marcava o único gol do jogo. Igor Jesus fez milagres em campo. Ancelotti, nas cabines do estádio Nílton Santos, deve ter ficado na dúvida para as próximas convocações do escrete brasileiro.
Veio o segundo tempo. Tivemos mais chances. Um gol anulado após a revisão do VAR. No final, suportamos a pressão dos chilenos. Bolas cruzadas na área, a esmo. A velha tática do chuveirinho. Sinal de desespero.
Saímos com uma vitória heroica. Mais um capítulo da nova História botafoguense.
Mais de trinta e cinco mil espectadores viram o improvável acontecer mais uma vez.
Um triunfo que mostra a fibra dos jogadores. Uma mudança cabal na cultura do clube.
Renato Paiva também provou o seu ponto. Esforçou-se para descobrir uma solução com as peças de que dispunha. Já passou da hora de reconhecermos a sua competência.
Se vierem os reforços especulados – no Botafogo da era SAF, tudo, absolutamente tudo pode acontecer, para o bem ou para o mal – se eles vierem, repito, temos ainda a esperança de títulos em 2025.
De qualquer modo, uma coisa é certa: temos uma equipe capaz dos mais incríveis exemplos de superação.
Se não for o bastante para levantar uma taça, já é ao menos uma grande lição de vida.
Rodrigo Rosa pertence à família da Nova Escrita. http://www.novaescrita.art.br Agora com uma resenha da rodada toda segunda-feira.









