A história do Botafogo é recheada de grandes conquistas, em competições nacionais e internacionais. Mas se existe um dia em que a torcida alvinegra já pôde fazer grandes comemorações, este é o dia 17 de dezembro.
Voltando 63 anos no tempo, chegamos a primeira grande conquista neste dia, que coroou uma campanha brilhante. O Campeonato Estadual de 1961 iniciava com a disputa de 12 equipes em turno único, onde 8 destas avançariam para a fase final. Nesta primeira fase, o Botafogo já mostrava que dominaria o certame, ao fechar a campanha com 7 vitórias e 4 empates. A fase decisiva ocorreria com os 8 classificados disputando turno e returno em pontos corridos.
Curiosamente, a partida que deu a taça ao Glorioso, ocorrida em 17 de dezembro daquele ano, foi a nossa única derrota na competição. Diante do América, o Alvinegro acabou derrotado por 2×1. Porém, o único rival que ainda disputava a taça, o Vasco, foi derrotado pelo Olaria, e o título máximo da cidade voltava a General Severiano após 4 anos. Naquela tarde de domingo, o Botafogo atuou com Manga; Rildo, Zé Maria, Nilton Santos e Chicão; Airton e Didi; Garrincha, Amoroso, Amarildo e Zagallo.
Seis anos depois, uma nova decisão era marcada para o dia 17 de dezembro. Desta vez, o Fogão precisava vencer o Bangu para impedir que o adversário daquela tarde de domingo chegasse ao bicampeonato carioca. Na última rodada, o time do Doutor Castor chegava com 12 pontos na classificação, contra 11 do Alvinegro. Nem as chuvas impediram que 111.641 pagantes fossem ao Maracanã empurrar o Botafogo para a taça. Roberto abriu o placar para o Fogão, aos 12’. Mario igualou para o alvirrubro, aos 51’.
Mas Gerson, o Canhotinha de Ouro, garantiu seu primeiro título vestindo nosso manto, ao marcar o gol da nossa vitória, aos 67’. Naquela tarde de domingo, o Botafogo foi para o gramado com Manga; Paulistinha, Zé Carlos, Leônidas e Valtencir; Carlos Roberto e Gerson; Rogerio, Roberto, Jairzinho e Paulo Cezar Caju. Este era o 13º título Carioca levantado pelo Fogão até aquele momento.
Após quase 3 décadas completas, o Botafogo se via novamente em uma disputa histórica acontecendo no dia 17 de dezembro. Desta vez, a taça em disputa era a de Campeão Brasileiro, e o Santos era o oponente. Após vencer a primeira partida da final 4 dias antes, no Maracanã, o Glorioso precisava de um empate, no Pacaembu, para levantar o maior caneco do futebol nacional. A pressão do bom time adversário foi forte, mas o Fogão tinha Tulio. O artilheiro não perdoou, e abriu o placar no primeiro tempo.
Veio a segunda etapa, e o Santos empatou logo no início, em gol irregular de Marcelo Passos. A partir daí, Wagner entraria de vez para o seleto grupo de Lendas Alvinegras, com defesas espetaculares, que garantiram o resultado que nos deu a taça. Naquela noite de domingo, o Glorioso foi a campo com Wagner; Wilson Goiano, Gottardo, Gonçalves e Andre Silva (Moisés); Leandro, Jamir, Beto e Sérgio Manoel; Donizete e Tulio.
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