Reportagem do GE mostrou a queda de rendimento do Alvinegro depois da Copa do Mundo. Ainda com Franclim Carvalho, o time conseguiu apenas oito pontos em seis jogos, com o destaque negativo da goleada sofrida diante do Cenciano por 6 a 1.
Bellão assumiu e obteve exatamente a mesma marca, ou seja, não houve progresso nenhum no desempenho.
Com Tite, a coisa piorou. Em três jogos, a equipe obteve apenas um ponto no empate com o Coritiba em um gol, na última rodada.
Estamos falando de um desempenho geral de cerca de 37%, digno de um time rebaixado. O Alvinegro sofreu 23 gols em quinze jogos, e marcou apenas 14. Um desastre.
Nessas circunstâncias, um triunfo contra a Chapecoense, em casa, na próxima rodada, é mandatório. O adversário foi goleado pelo Botafogo no primeiro turno. Em seguida, deu o troco eliminando o Alvinegro da Copa do Brasil, um dos muitos vexames que passamos na temporada.
O confronto do segundo turno, porém, ocorre em outro contexto. A Chape está virtualmente eliminada de todos os certames, e só cumpre tabela, esperando o fim da temporada e a confirmação da inevitável despromoção.
Claro que não há jogo fácil. A equipe de Chapecó tem o seu brio. Atuando como franco-atirador, fechada no campo de defesa, vai certamente buscar um contragolpe nos espaços normalmente deixados por nossas dificuldades de recomposição. Mas, convenhamos: não é lá um primor na marcação, nem possui peças de grande destaque, do ponto de vista técnico.
Cabe ao Alvinegro se impor desde o começo da partida, sufocando o adversário, sem lhe dar tempo para gostar do jogo.
Tite precisa fazer o mais simples, uma vez na vida. Em primeiro lugar, o que eu e toda torcida do Botafogo já percebemos: Danilo só produz e só é decisivo quando pisa na área. O esquema tem que funcionar para que ele atue mais avançado, com liberdade no meio-de-campo.
O segundo ponto também é senso comum: Cabral vem sendo peça nula no ataque, e ultimamente chega a atrapalhar o time. Até para preservar o atleta, é preciso encontrar alternativas. Kadir e Lucas são muito jovens? Tiquinho não suporta fisicamente os noventa minutos? Então um esquema com um falso centroavante deve ser tentado. Paciência. A poucas rodadas do fim do Campeonato, não dá para insistir no erro, esperando atuações milagrosas de atletas que não renderam até hoje.
No mais, insistimos também, mas no apelo; imitando o Zé da Galera, famoso personagem criado por Jô Soares na época de Telê Santana…
Bota o Danilo na área, Adenor!
Rodrigo Rosa está na área com a Nova Escrita. http://www.novaescrita.art.br
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