O Fluminense eliminou ontem o Bahia em jogo válido pelas Quartas de Final da Copa do Brasil. Uma das semifinais será, portanto, obrigatoriamente carioca.
Bom para o Botafogo. O time terá menos uma viagem a fazer, se confirmar o seu favoritismo contra o Vasco, logo à noite, no Niltão. Além disso, nosso retrospecto contra o Bahia não é lá dos melhores. Foi justamente a equipe baiana quem nos tirou da competição no ano passado.
Basta vencer hoje no tapetinho; tarefa que começa por uma formação tática adequada.
É preciso encarar a verdade. O Botafogo fez jogos abaixo da crítica com Ancelotti na Libertadores e na própria Copa do Brasil. As partidas intercaladas do Campeonato Brasileiro mostraram de forma clara que os jogadores não têm nada a ver com isso. O time foi mal escalado, mal treinado e os erros demoraram a ser corrigidos no decurso da partida.
Consideremos, por exemplo, o jogo de ida das Quartas de Final. Não é necessário ser uma sumidade para perceber os pontos fortes da equipe do Vasco. Os times treinados por Fernando Diniz têm como principal característica a posse de bola no meio de campo. O ataque vascaíno funciona basicamente pelos avanços dos laterais, com assistências para os homens de frente.
Que estratégia óbvia se deve conceber contra um adversário desse tipo? Em primeiro lugar, aumentar a combatividade no meio de campo, para roubar a bola rapidamente. Em segundo lugar, escalar um ponta veloz, como Jeffinho, por exemplo, puxando o contragolpe nas costas dos alas.
E o que fez o Davide no primeiro jogo? Despovoou o meio e entrou com quatro atacantes embolados por dentro. Deu no que deu.
O Alvinegro até marcou primeiro, em uma jogada que se tornou clássica, o cruzamento de Telles para a conclusão de Cabral. O Vasco experimentou do seu próprio veneno.
Mas foi só. Diniz acertou em seguida a marcação e o time da Cruz de Malta empurrou o Botafogo para o seu próprio campo. No começo do segundo tempo, só não tomamos a virada pela falta de pontaria dos adversários. O Botafogo pediu para perder a partida.
Felizmente, ao que tudo indica, a lição foi assimilada. Parece que Ancelottinho volta hoje à formação original da equipe, fortalecendo a marcação no meio. A preocupação é justamente a volância. Danilo e Marlon juntos não vêm tendo um bom desempenho. O técnico que fique atento à questão, para agir rápido, se necessário.
Um outro ponto é a lateral. Vitinho veio cansado do jogo da Seleção na altitude. Ponte não tem o mesmo senso de marcação, embora seja mais efetivo no apoio. Vai ser necessário atenção redobrada no setor.
Savarino deve começar a partida. Que o treinador observe o seu desempenho. O venezuelano também vem desgastado da data Fifa.
Finalmente, a ponta direita. Parece haver uma dúvida entre Santi e Jeffinho. O uruguaio vem tendo boas atuações, mas na função de armador. Pelo que já foi exposto, começar com Jeffinho seria um trunfo. O Botafogo tem de ir para cima, como fez com o Bragantino, marcando a saída de bola e partindo para quebrar as linhas de marcação no mano a mano.
A superioridade do nosso elenco é evidente. Andamos entrando amedrontados em partidas decisivas. Que isso fique no passado.
Hoje temos tudo para passar adiante. E que venha o outro semifinalista carioca.
Rodrigo Rosa é presença certa na Nova Escritahttp://www.novaescrita.art.br









