Alvíssaras! Mesmo sem assinar o contrato com a Eagle, a GDA fez o primeiro aporte à SAF do Botafogo, que aproveitou para quitar salários atrasados. Estamos em dia com a Recuperação Trabalhista. Vida que segue.
Ou nem tanto. Soube-se ontem que John Charlemagne Textor, em Assembleia Geral Extraordinária da qual só ele participou, se autoproclamou diretor do clube, aprovando em seguida um aporte de 50 milhões.
Piada? O norte-americano age como se levasse a coisa a sério. E o mais impressionante é que ele não está sozinho.
Claro que o Social agiu imediatamente para revogar toda a patuscada. Textor e seus dois prepostos foram oficialmente destituídos do Conselho de Administração. Contudo, por incrível que pareça, havia um grupo de torcedores comemorando a volta de seu ídolo na web.
Não é um caso isolado. Há tempos se observa o mesmo fenômeno na política. As pessoas torcem para o candidato X ou Y; não para o bem do país.
Pelo contrário. Se o meu ídolo não está no poder, então que tudo corra mal. É como desejar a própria desgraça, só para poder dizer com um sorriso triunfante: eu avisei.
Certos botafoguenses vão pelo mesmo caminho. Se bobear, são capazes de torcer contra os resultados de campo apenas pela satisfação de ver o barco afundar. A que ponto chegamos.
A divisão social potencializada pea balbúrdia das redes põe o mundo em trincheiras. O outro é sempre um inimigo que merece apenas ódio e desconfiança.
A questão primordial é que, desse modo, tornar-se impossível construir um senso coletivo. Diferenças de opinião são parte do processo de convivência. O fundamental é não perder a crença no bem comum.
O Botafogo atravessa um momento gravíssimo de sua Historia. Com certeza ressurgirá ainda mais forte, como sempre aconteceu.
A travessia, claro, depende de vários fatores. Mas o principal é, sem dúvida, a união de todas as correntes em uma só direção.
Rodrigo Rosa torce pela Nova Escrita. http://www.novaescrita.art.br









