De uma temporada que oficialmente começou em abril e terminou em meados de setembro, o ano de 2025 para o Botafoguense foi e segue sendo um pesadelo. Temos gratidão ao dono que acreditou e investiu na gente quando ninguém quis nos ajudar, mas precisamos cobrar e pedir transparência. O Botafogo requer mais atenção. Está sendo um ano com muitas apostas em jogadores e técnicos, pouca transparência dos líderes que tocam o clube, e como brinde, uma infinidade de lesões que destroem qualquer planejamento. Planejamento? Não foi o que vimos esse ano. Nosso time campeão do ano mais glorioso de nossas vidas foi praticamente aniquilado. Restaram poucos jogadores para tentar manter a espinha dorsal. Não se faz futebol assim. Essa receita de vender mais de meio time para pagar dívidas e investimentos feitos nem sempre funciona. Na verdade, na grande maioria das vezes não vai funcionar. A troca de técnico e a de muitos jogadores com campeonato em andamento não tiveram sucesso. Não dá para trocar o pneu com o carro em movimento. O discurso de que o ano começava em abril e os títulos de marketing, como proferiu John Textor, não foram bem aceitos e geraram muitas críticas. Se o cenário fosse o diferente de agora, com ao menos a Recopa ou Supercopa, ou até ambos no currículo, a pressão seria bem menor, tanto para o mandatário quanto para os torcedores. O fato da briga societária entre Textor, Eagle, Ares Management e afins, gerou uma crise e um movimento nada saudável para o clube. O futuro segue incerto. Lyon irá nos pagar? Botafogo sairá da Eagle Group? Textor e Marinakis vão formar alguma parceria? Até o momento ninguém sabe ao certo o que vai acontecer. O que sabemos é que tirando o Brasileirão, e as chances são remotas de título, nosso ano acabou. Tudo que disputamos, foi embora. Resta-nos no mínimo classificar-se direto para Libertadores 2026 e garantir uma vaga na Copa do Brasil 2026. Precisamos de respostas, precisamos começar o ano com um planejamento profissional, é necessário cuidar das contas e dos gastos com jogadores que têm talento. Antes gastávamos mais de R$ 600 milhões no ano com compra de jogadores, agora o caixa segue congelado?
Para o sucesso dentro das quatro linhas em 2026, precisamos ajustar a rota agora e consertar o que não está sendo feito. Clamamos por respostas e por mais transparência. Que Textor consiga sair desse imbróglio societário e focar no clube que mais deu resultados dentro e fora de campo de todo o grupo Eagle, o Botafogo de Futebol e Regatas.
Por Gian Chimisso
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