Luiz Henrique, estrela do Botafogo, tem se destacado tanto dentro quanto fora de campo. O atacante, que já soma 11 gols e 5 assistências na temporada, utiliza o gesto do Pantera Negra para celebrar seus feitos. Mais do que uma comemoração, o gesto simboliza orgulho e resistência negra, reforçando a luta contra o racismo no futebol.
Essa conexão especial começou em um jogo memorável contra o Flamengo, no Maracanã, pelo Brasileirão. Luiz Henrique comemorou com a máscara do Pantera Negra e os punhos cruzados no peito, inspirando torcedores ao lembrar a representatividade do herói dos quadrinhos, um ícone de orgulho para a comunidade negra desde sua criação em 1966.
John Victor e o legado de goleiros negros no Botafogo
No outro extremo do campo, John Victor mantém viva a tradição dos goleiros negros no Botafogo, um clube historicamente ligado à resistência ao racismo. Ídolos como Jefferson, que enfrentou barreiras ao longo de sua carreira, e Manga, titular da Seleção em 1966, pavimentaram um caminho de representatividade e conquistas.
Jefferson relembrou as dificuldades enfrentadas por goleiros negros, como Moacyr Barbosa, injustamente criticado após o Maracanazo de 1950. Ele também compartilhou um episódio pessoal em que quase perdeu uma convocação devido à cor de sua pele, reforçando os desafios de combater o preconceito no futebol.
Hoje, John Victor segue com humildade e trabalho árduo, ajudando o Botafogo a alcançar um de seus melhores momentos na história, com liderança no Brasileirão e presença na final da Libertadores. Jefferson acredita que o atual goleiro tem potencial para consolidar seu nome no clube e inspirar novas gerações.
Assim como Luiz Henrique, John representa mais do que talento esportivo: ambos simbolizam uma luta contínua por igualdade e orgulho, ajudando a construir um Botafogo mais forte dentro e fora de campo.









