Há um momento em que é preciso dizer: basta!!

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Há um momento em que é preciso dizer: basta!!

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Não, não vou falar sobre o clássico de ontem com o Flamengo.
A pancadaria generalizada no final da partida já fala por si. É o triste retrato do descaso a que a Diretoria da SAF relegou o time. Abandonar o Campeonato Carioca não pode significar, em nenhuma hipótese, abandonar os jogadores à própria sorte.

Sem um comando interino de qualidade, as lesões se sucedem, os jogadores começam a perder a cabeça, todo um trabalho pregresso desmorona.
O Botafogo é hoje uma bela casa mal cuidada, cujas paredes se esboroam a olhos vistos.

É lamentável constatar que o time campeão do Brasileiro e da Libertadores está virando um bando.
Perdemos dois titulares fundamentais no ano passado. Artur, o substituto de Luiz Henrique, ainda não teve oportunidade de dizer a que veio; mesmo assim, ninguém, em sã consciência, ousaria equiparar o nível técnico dos dois.

O caso de Almada é ainda mais sério. Não se encontram bons armadores em cada esquina, é bem verdade. Como é verdade também que os requisitos de contratação da SAF dificultam ainda mais o negócio.

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O candidato a estrela do time titular do Botafogo precisa ser jovem, talentoso, promissor; não pode custar mais do que 20 milhões, parcelados em suaves prestações… Ah! Sim! Também não deve pedir salários muito altos.

Com isso, Santi, assim como Cucho, ficam de fora. Bittelo, como Wendell, só parece disponível para o segundo semestre. E Rollheiser, que já estava com um pé no alvinegro, foi cooptado aos 45 do segundo tempo por um telefonema do treinador do Santos… sim, é inacreditável, mas o Santos tem um treinador.

E essa é outra novela que parece interminável. A contratação de um técnico virou uma série com várias temporadas. Que, pelo jeito, só começa em abril.

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Pois bem. Estamos há poucos dias do fechamento da janela de transferências. Mais um mês, e o Botafogo estreia no Brasileiro, por um desses acasos da vida, contra o Palmeiras, fora de casa.

Desnecessário dizer que, se o time demora para se encontrar nas primeiras rodadas, pode perder irremediavelmente a chance de brigar pelo título do certame.

E é aí que entra o raciocínio principal. O dinheiro é dos donos da SAF. Obviamente, eles o usam como e quando acham oportuno. E essa é precisamente a questão.

Futebol é intrinsecamente um empreendimento de risco. Lesões inesperadas, jogadores em má fase técnica, treinadores que não conseguem acertar o esquema tático, times que não dão liga… são muitas as oportunidades de se pôr um investimento a perder.

Se juntamos a isso a falta de preparação e o pouco tempo de acerto, aonde pretendemos chegar?

Ninguém, é claro, tem o dom da premonição; a estratégia deu certo em 2024; nada prova, em princípio, que possa ser usada como método. Por essas e outras, o gerenciamento de risco é fundamental.

A verdade é simples: cerca de um mês já se passou, concretamente, sem nenhum proveito para o clube. A margem de erro se reduziu progressivamente, até se tornar uma linha que não é mais possível cruzar.

Em resumo, demos voltas para retornar ao título da crônica.

Há um momento em que é preciso dizer basta.
Pelo que vimos ontem, para o Botafogo de Futebol e Regatas, essa hora chegou.

Rodrigo Rosa é um adepto da Nova Escrita http://www.novaescrita.art.br

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