Foi assim que alguns chamados, “antis”ou torcedores rivais, comentaram algumas vezes comigo sobre a SAF Botafogo e futebol no mundo. Fui questionado então como o São Paulo e o Vasco ganharam, cada um, uma Copa do Brasil. A resposta é simples e será tratada neste artigo. Tanto o Vasco em 2011 quanto o São Paulo em 2024 foram campeões. Seria esse um golpe de sorte, um acidente de percurso, ou existia um trabalho sólido e profissional no clube que caminhava para esse objetivo? Obviamente que foram campeões por mérito e com trabalho, mas ambos não apresentavam um trabalho organizado no clube, faltava gestão no dia a dia, departamentalização e sistema de scout inteligente.
As competições mata-mata muitas vezes premiam clubes que não necessariamente obtiveram uma boa temporada. Já as competições de pontos corridos acabam mostrando o resultado real de quem fez melhor trabalho, quem gerencia o melhor elenco durante a temporada, evitando ou diminuindo lesões. Dificilmente são campeões por sorte. No futebol é necessária uma dose de sorte, porém, quando a gestão no futebol é executada de forma correta e consistente, a chance de que o trabalho aliado à sorte, acaba resultando em títulos e sucesso. Palmeiras e Botafogo e são casos emblemáticos. Ambos brigando por títulos na parte de cima da tabela, com estádios lotados, sócio-torcedor crescendo cada dia mais e a recente boa performance de ambos no Mundial de Clubes da FIFA. Então, sim, a gestão não ganha jogo no curto prazo, mas é ela que evita o rebaixamento amanhã e prepara o título depois de amanhã.
Muito se ouve sobre SAF, e a gestão no futebol, balanço financeiro, departamentalização, mas quando a bola rola, nada disso entra em campo. A pergunta é: até onde a gestão influencia, e onde ela para? Futebol é jogado e não calculado, porém é melhor ter gestão do que não ter. Ninguém aqui está defendendo o caos. Mas a questão é: quando foi que o bom senso administrativo virou sinônimo de taça? É por isso que a frase: “Gestão não ganha jogo“ incomodada tantos os engravatados: porque ela lembra que, no fim do dia, não é a assinatura no contrato que decide o placar. É o gol. Mas o gol, ele aconteceria se o clube fosse gerido de forma arcaica e nada profissional?
Sem uma base sólida de gestão, o desempenho não se mantém. A longo prazo, a conta chega. Quer exemplo mais sólido do que a Pré-SAF Botafogo? Décadas e mais décadas de filas sem títulos importantes, gestões de presidentes e grupos políticos que beiravam o inacreditável, falta de dinheiro em caixa, jogadores abandonam o elenco por salário atrasados, eliminações precoces contra adversários fracos. Tudo isso foi posto à prova. Sobrevivemos! Espero que tenha ficado enterrado no passado como forma de lição e sabedoria para não voltar a se repetir.
Lista de confrontos do Botafogo contra rivais cariocas
Hoje estamos no caminho certo e prova disso é uma foto publicada acima por Thiago Ribeiro, no Jornal Lance, da recente performance do Botafogo contra rivais em clássicos. Em 15 jogos, o clube de General Severiano consegue a incrível marca de 2 empates, 2 derrotas e 11 vitórias. Um desempenho excelente. Antes da chegada do americano à administração do clube, jamais tivemos estas estatísticas tão positivas, e hoje, páginas esportivas e redes sociais exaltam feitos e contratações ao invés de estampar crises e derrotas. Afinal, no curto prazo, o talento pode decidir. Mas, a longo prazo, a gestão ganha jogo quando se torna parte da cultura do clube e não como um projeto, mas como forma de existir.
Por Gian Chimisso
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