Estádios Brasileiros: Por Que a Comida é Cara, Ruim e Torna a Experiência Frustrante?

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Estádios Brasileiros: Por Que a Comida é Cara, Ruim e Torna a Experiência Frustrante?

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Você chega no estádio com fome e com sede, compra um refrigerante ou suco quente pelo preço que poderia comprar 4 unidades fora dali.

O cachorro-quente, assim como hambúrguer, é mal feito e quase sempre frio e sem gosto. O preço da cerveja cobrado é exorbitante e vem raramente gelada. O amendoim é vendido a preço de um salgado.

Quase sempre faltam opções e/ou a baixa oferta de comida acaba no intervalo do jogo. Filas intermináveis para comprar ou beber qualquer coisa.

Quando você se dá conta, o jogo começou e parte do espetáculo você vai perder por uma falta de organização do organizador do evento. Essa é a realidade dos estádios ao redor do Brasil.

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Quantas vezes você, torcedor, já se perguntou por que, nos estádios de futebol espalhados pelo Brasil, as comidas e bebidas vendidas são, em sua grande maioria, de baixa qualidade e com preço abusivo, similar ao praticado em aeroportos?

Aposto que ao menos uma vez, você se deparou pensando em como isso podia ser melhor ofertado para nós, clientes.

Quais fatores que levam à escassez de qualidade e bom preço nos estádios?

Ao calcular preço, podemos seguir por diferentes vertentes. Podemos calcular como maximizar o lucro vendendo um produto ou serviço por um preço acessível e ganhar no volume vendido.

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Podemos elevar o preço criando um produto diferenciado e vender menos quantidade gerando mais lucro. Pode-se fazer um mix de ambas técnicas.

Também pode ser executado um preço alto de um produto de baixa qualidade que visa gerar lucro independente da satisfação ou não do cliente. Geralmente essa última opção é o que mais vemos nos estádios brasileiros. Por que isso ocorre?

Podemos começar exemplificando a má gestão profissional e financeira dos clubes, que gerem estádios com prioridade ao lucro imediato e desorganização administrativa.

Clubes em sua maioria ainda dependem de seis principais fontes de receita: venda de jogadores, direitos de transmissão de TV, ticketing, patrocínio e publicidade, programas de sócio-torcedor e licenciamento e royalties.

É necessária a criação e gerenciamento de um setor de hospitalidade voltado para a satisfação total do cliente. Cliente feliz compra, retorna e tem alta probabilidade de se tornar um cliente regular.

Outro fator importante é a falta de staffs com conhecimento na área de hospitalidade para criar e desenvolver esse setor.

A infraestrutura deficiente, com estádios antigos e sem manutenção, gera condições precárias.

Os preços abusivos e ingressos caros escancaram a falta de política inclusiva de preços, o que impede grande parte da população de frequentar jogos e se alimentar nos estádios.

O que fazer para melhorar o cenário?

É necessário o uso da gestão profissional, que adote práticas modernas como as utilizadas em arenas internacionais.

Uso de política de preços inclusivas, investimento em infraestrutura para modernizar estádios, melhorar acessibilidade e manter instalações adequadas.

Parcerias com a iniciativa privada para atrair empresas que podem melhorar serviços de alimentação, estacionamento e entretenimento.

O mais importante de todos: foco na experiência do torcedor, priorizando conforto, segurança e inovação, como Wi-Fi gratuito e aplicativos de suporte durante os jogos.

O torcedor é quem abastece o clube gerando receita extra. Ele não deve pagar essa conta final. Deve ser tratado com respeito e viver uma experiência memorável ao ir a um jogo.

A foto em destaque divulgada pelo Jornal dos Sports do Rio de Janeiro, com preços abusivos praticados pelo consórcio do Estádio do Maracanã, mostra bem a falta de critério com a péssima qualidade de comida ofertada.

Será que um dia ainda veremos nos nossos estádios a cultura de torcer mudar? Fãs chegando duas horas antes do jogo para comer, beber e se divertir, e saindo uma hora após o término, consumindo e participando de experiências?

Assim como existe em massa na Europa?

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Gian Chimisso
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