Não é de hoje que venho alertando que o Botafogo, em 2026, parece não ter o menor interesse em disputar o Campeonato Brasileiro. O canto da sereia entoando “semana que vem a GDA entra” parece ter hipnotizado uma parte da torcida, que, anestesiada pela promessa de dias melhores, assiste ao Botafogo deixar de ser minimamente competitivo diante de qualquer adversário.
O Botafogo disputou 9 clássicos e perdeu 7. O time rebaixado de 2020 disputou 11 clássicos e perdeu 4. Estamos falando de uma equipe que terminou aquela temporada na lanterna do Campeonato Brasileiro, mas que, ainda assim, teve um retrospecto melhor e mais digno.
Foram 16 dias de pausa para a Data FIFA. E o que mudou? Não podemos sequer contar com esses jogadores para correr e demonstrar o mínimo de inconformismo dentro de campo. O mínimo que eu espero de um jogador que veste a camisa do Botafogo é entrega. Uma cena que exemplifica muito isso foi um lance no clássico de ontem onde o Matheus Martins sequer pula pra tentar dividir uma bola.
O amanhã vai chegar, no seu tempo, e, se Deus quiser, será promissor. Eu também quero acreditar em dias melhores. Quero ver o Botafogo competitivo, organizado e capaz de disputar títulos.
Mas não existe amanhã sem o hoje.
É no HOJE que a cabeça do Botafogo precisa estar. É hoje que se exige compromisso, é hoje que se cobra competitividade e é hoje que o clube precisa demonstrar que ainda existe ambição esportiva.
O amanhã pode ser promissor. Mas o Botafogo precisa voltar a existir no presente.






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