O Botafogo fez história ao conquistar sua primeira Copa Libertadores da América, e agora está no centro de um debate quente na Argentina. O modelo das Sociedades Anônimas de Futebol (SAF) tem sido defendido pelo governo de Javier Milei como solução para revitalizar os clubes do país, gerando polêmica entre torcedores e dirigentes.
O exemplo Botafogo e a revolução proposta por Milei
No último sábado, 30 de novembro, o Botafogo venceu o Atlético-MG no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, coroando sua transformação como SAF. Esse feito chamou a atenção de Javier Lanari, subsecretário de Imprensa do governo argentino, que usou as redes sociais para criticar a resistência da Associação de Futebol Argentina (AFA) à adoção do modelo.
Lanari destacou o domínio brasileiro nas últimas sete edições da Libertadores, com seis títulos conquistados por clubes do Brasil. Segundo ele, “a casta do futebol mantém o status quo para preservar privilégios”, referindo-se à resistência de clubes argentinos em se tornarem sociedades anônimas. A final entre duas SAFs brasileiras foi um ponto de provocação em suas críticas.
Ele também destacou o impacto do modelo no Botafogo, lembrando que o clube, que há três anos estava na segunda divisão, foi transformado após a aquisição pelo americano John Textor. Com um investimento de US$ 70 milhões, o clube alcançou o ápice do futebol sul-americano, um exemplo do potencial das SAFs.
A resistência na Argentina e o crescimento no Brasil
Enquanto a resistência persiste na Argentina, no Brasil o modelo SAF cresce rapidamente. Já são 95 clubes que aderiram ao formato, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Estudos e Desenvolvimento da Sociedade Anônima do Futebol (Ibesaf). A região Sudeste lidera com 40 clubes, seguida por Sul (21), Nordeste (17), Centro-Oeste (13) e Norte (4).
Especialistas como Rodrigo Monteiro de Castro, um dos autores da Lei das SAFs, destacam que o crescimento do modelo superou expectativas, consolidando-se como uma solução para problemas financeiros históricos dos clubes. Segundo ele, o Brasil está perto de alcançar a marca de 100 SAFs.
Para o torcedor botafoguense, a vitória na Libertadores não é apenas um título, mas um marco de transformação. É a prova de que o modelo SAF pode ser um divisor de águas, não só no futebol brasileiro, mas também em outras nações que buscam modernizar seus clubes.
Saiba mais sobre as conquistas do Botafogo e o impacto das SAFs no futebol.
O debate continua na Argentina, mas uma coisa é certa: o Botafogo já mostrou que investir em gestão profissional pode levar a resultados históricos.
Fonte: Crusoé e Infomoney










Uma resposta
Fato é que a economia brasileira está em total declinio, e a Argentisa melhorando. Os clubes brasileiros que lucram em Euros ou Dollar, como Botafogo e Bahia, serão dominantes nos próximos anos. Os clubes que faturam em reais estão fadados a perderam espaço por culpa do presidente incompetente que elegeram.