Botafogo faz bom treino para a decisão de domingo

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 Botafogo faz bom treino para a decisão de domingo

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O Botafogo é notícia.

As semanas de janeiro transcorreram com fofocas, intrigas, disse-me-disse.

Falta de pagamento de atletas, pretenso desmanche, crises inventadas.

O jogo de quarta-feira desmentiu as suposições da mídia.

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O Botafogo foi absoluto no clássico vovô. Um time arrumado, com a memória viva de 2024.

Faltou um pouco de gás. Não faltou organização e empenho.

Telles entrou aberto na esquerda. Lobato estreou bem na ponta direita.

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Não fosse a ausência de ritmo, o alvinegro teria saído do primeiro tempo em vantagem.

O Fluminense veio com Serna na direita e Canóbio na esquerda, tentando aproveitar o avanço dos alas botafoguenses.

Ponte ficou mais fixo. A cobertura funcionou.

A tentativa de marcar pressão esbarrou na falta de fôlego tricolor.

Logo no começo do segundo tempo, uma roubada de bola na defesa deu origem ao gol alvinegro.

Uma jogada típica de 2024. Savarino, que demorava a se encontrar em campo, recolheu pelo meio, enfiou um passe preciso na vertical.

Lobato finalizou para uma defesa milagrosa de Fábio; no rebote, Igor Jesus não perdoou.

O Botafogo saía na frente, com méritos.

Mano Menezes mudou o esquema, tentando a reação. O jovem Riquelme entrou com gás renovado. Canóbio, que não arrumou nada na primeira etapa, foi para o vestiário mais cedo.

A marcação do Botafogo deu bobeira em um arranque do ataque tricolor. A jogada parecia controlada; mas Telles chegou atrasado e acabou cometendo um pênalti desnecessário. O jogador levou as mãos da cabeça, reconhecendo o erro.

Na cobrança, Cano empatou a partida; mas a superioridade do Botafogo era evidente, e não demorou a se fazer sentir.

Yarlen substituiu Lobato com louvor. Na primeira jogada, o jovem atacante sofreu um pênalti bobo, que devolveu o presente de Telles ao alvinegro.

Savarino, com frieza, deu contornos definitivos ao placar.

A partir daí, o que se viu foi o embate entre uma equipe organizada, com personalidade, e um time afobado, sem força de reagir.

Não fosse a excelente atuação de Fábio, o goleiro quarentão, e a falta de pontaria dos alvinegros, o placar poderia ter sido maior.

O Fluzão promoveu um treino de luxo. E uma derrota a mais na sequência de desaires contra o clube da estrela solitária.

De qualquer modo, a partida deixou claro que o Botafogo não tem dificuldade em vencer equipes medianas que se atrevem a enfrentá-lo de igual para igual. As novas peças se encaixam, o jogo flui facilmente.

Pode-se imaginar o que o nosso time fará com uma comissão técnica definitiva e os reforços prometidos.

Por enquanto, que venha o Flamengo. Que venha a Supercopa.

O Botafogo não tem medo da mídia, não tem receio de ninguém.

 

Rodrigo Rosa é um reforço da Nova Escrita http://www.novaescrita.art.br

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