O brilho das conquistas do Botafogo em 2024 veio acompanhado de um alerta financeiro que preocupa a torcida. Após levantar a taça da Libertadores e do Brasileirão, o Glorioso registrou um faturamento histórico de R$ 720 milhões, mas também viu sua dívida líquida crescer expressivamente, saltando 291% em relação ao ano anterior.
De acordo com levantamento da Sportsvalue, consultoria especializada em marketing esportivo, a dívida líquida do clube passou de R$ 226 milhões para R$ 884,2 milhões. Com esse valor, o Botafogo aparece agora como o 5º clube mais endividado do país, atrás apenas de Corinthians, Atlético-MG SAF, Cruzeiro SAF e Vasco SAF. O aumento está diretamente ligado a contratações, movimentações no mercado e negociações envolvendo o Lyon, que, assim como o Botafogo, integra o grupo Eagle Holding de John Textor.
Ranking dos clubes mais endividados
O estudo aponta que o Corinthians lidera a lista com R$ 1,9 bilhão em dívidas, seguido por Atlético-MG SAF (R$ 1,37 bi), Cruzeiro SAF (R$ 981,1 mi) e Vasco SAF (R$ 928,5 mi). A entrada do Botafogo no top 5 chama a atenção, especialmente em um momento de incerteza jurídica envolvendo o controle da SAF e cobranças milionárias dentro do grupo Eagle.
Segundo informações divulgadas, o Botafogo alega ter a receber R$ 558 milhões da Eagle, valor que poderia aliviar significativamente sua posição na lista de clubes endividados. No entanto, enquanto a disputa segue nos tribunais, a dívida do clube preocupa e reacende o debate sobre a saúde financeira das SAFs no futebol brasileiro.
Para a torcida, o cenário é paradoxal: o clube vive um dos momentos mais vitoriosos de sua história recente, mas precisa administrar um passivo que pode comprometer o futuro. A capacidade de conciliar conquistas esportivas com equilíbrio nas contas será determinante para manter o Botafogo competitivo nos próximos anos.
Fonte: Insider Botafogo e Veja








