Perder é parte do futebol, mas o Botafogo não pode permitir que derrotas sejam tratadas como eventos isolados. A perda por 2 a 1 para o Remo, no Mangueirão, não foi apenas mais um revés: o Alvinegro ajudou o time paraense a encerrar um jejum de 12 jogos sem vitória, permanecendo com 39 pontos no Campeonato Brasileiro.
Desde a gestão até o banco de reservas, passando por quem entra em campo e comanda o time, todos devem ser responsabilizados.
O Botafogo está à deriva e quem tem poder de decisão deve prestar contas; o presidente João Paulo precisa explicar qual é o projeto esportivo para o clube. Não basta ocupar um espaço; é preciso demonstrar competência.
O currículo de Tite não entra em campo
É justo reconhecer que Tite recebeu problemas anteriores à sua chegada, mas não é justo usar isso como explicação permanente para tudo o que acontece depois dela. Na entrevista após a partida, o próprio treinador apontou os começos de cada etapa como determinantes para a derrota. A repetição de dificuldades exige mais do que um diagnóstico; exige correção.
Os resultados já são mais que suficientes para uma cobrança firme. O torcedor não precisa esperar o encerramento do campeonato para perguntar por que a equipe continua oferecendo tão pouca segurança.
Postura do elenco é preocupante.
Uma cobrança urgente também diz respeito ao elenco: a postura em campo está longe do que o torcedor tem o direito de exigir.
Na derrota anterior, por 3 a 0 para o Internacional, a análise já havia destacado apatia e falta de combatividade. O jogo contra o Remo trouxe outra apresentação decepcionante; hoje a imagem que o time transmite é de desânimo, pouca reação e dificuldade em enfrentar a adversidade.
Errar passes é comum, assim como perder disputas. O que frustra é ver um time que parece incapaz de transformar a gravidade da situação em energia competitiva.
O torcedor não cobra que todos os jogadores sejam estrelas, mas que lutem, reajam, se organizem e não aceitem passivamente a condução da partida.
Problemas de gestão não isentam os atletas de suas responsabilidades profissionais, assim como limitações no elenco não devem servir como justificativas automáticas para atuações ruins.
O torcedor já está fazendo sua parte ao continuar se importando. É o Botafogo que precisa parar de tratar essa dedicação como um recurso inesgotável.
Fonte: Insider Botafogo









