O Botafogo foi a campo ontem contra o Flamengo no Nilton Santos. Mesmo enfrentando um adversário pouco inspirado, acabou sendo derrotado de forma categórica: um 3 a 0 para esquecer.
No primeiro tempo, até que a equipe conseguiu segurar o jogo. O rubro-negro teve mais posse de bola, sem criar tanto. Acabou achando um gol.
Na etapa final, como sempre, o Botafogo caiu como um balão apagado. Os gols do visitante foram surgindo sem muito esforço. Ficamos nas cordas, impotentes, como um pugilista amador.
Triste. O Alvinegro é hoje um arremedo de time. Claro que há desfalques; mas tomar uma cara de gato em casa, de um rival jogando a meia-bomba, é realmente lamentável.
Foram onze dias de paralisação por conta da data FIFA. Mais uma vez, o tempo de treino não parece ter servido para grande coisa. Vamos falar a verdade? Com Ancelottinho, a equipe desaprendeu o pouco que sabia. Os jogadores parecem perdidos. Esboço de uma enciclopédia de equívocos que encheriam uns doze tomos bem alentados, em papel bíblia.
Sim, já tivemos times piores. Mas gastando mais de meio bilhão? Não dá para explicar. A coisa vai ficando feia. O Mirassol, com a vitória de ontem sobre o Inter, começa a descolar na quarta posição; se olharmos para trás, a situação piora.
Um empate no clássico com o Vitória hoje põe o Bahia na quinta posição, com um jogo a menos. Se Fluminense e São Paulo vencerem os seus confrontos na rodada, encostam no G6.
O Botafogo precisa de pelo menos umas cinco vitórias nas próximas partidas, se quiser sonhar com uma classificação tranquila para a Libertadores. Temos pela frente equipes que disputam posições na parte de baixo da tabela. Teoricamente, portanto, ainda é possível. Mas será que dá para confiar?
O campo fala. O banco de reservas também. As arquibancadas já gritam há muito tempo.
Estamos à deriva. Sem rumo e sem comando em mar revolto.
Resta torcer contra os rivais; porque, no que depender do Botafogo, vamos sofrer bastante até o final da viagem.
Rodrigo Rosa é cobra criada da Nova Escrita http://www.novaescrita.art.br









