Torcida é emoção, torcida é paixão, muitas vezes uma devoção cega. Lógico que eu fiquei desolado com os empates consecutivos contra Vitória, Cuiabá, Criciúma e Galo com menos um. Mesmo assim, nos mantivemos no topo e chegamos na semana mais importante da nossa história. Cada um pode e deve se manifestar como achar conveniente, se tem uma lição que tiramos da temporada passada é que saúde mental é coisa séria. Pois bem, eu escolhi acreditar. E você?
No dia do jogo contra o Palmeiras, terça passada, botei a camisa alvinegra e fui pra rua fazer compras, farmácia e academia. Me chamou atenção que não havia mais nenhuma camisa do Botafogo nas ruas de Copacabana, somente do Flamengo, que jogaria e empataria com o Fortaleza naquela noite.
A vitória categórica contra o time da Crefisa desmontou a tese ridícula que o Botafogo não tinha força mental nos momentos decisivos. Como assim? Esse time vem demonstrando ao longo do ano muito preparo psicológico, triunfamos contra grandes equipes, algumas que já conquistaram a Liberta. Ganhar ou perder, é do jogo. É da vida. Com os empates inesperados, setores da mídia, sempre os mesmos, com suas teorias cretinas e resultadistas, novamente se apressaram em vaticinar que o Botafogo seria engolido pelo Palmeiras, que nosso time amarelou de novo, essas bobagens. Não cansam de passar vergonha…
No fim de semana anterior à volta da Data Fifa, esse período triste e melancólico cada vez mais inútil, vi o Santos receber o CRB na Vila Belmiro para comemorar o retorno à Série A. TV ligada passando o jogo enquanto me distraía no Instagram e no X, eis que o narrador anuncia a seguinte substituição: sai Gegê, aquele mesmo, entra o Chay. Caramba! Eu vi o Chay.
Num passado recente, jogamos a Série B e tivemos no Chay nosso principal destaque. O cara foi fundamental para o nosso acesso, ele e Navarro. Mas jogar Série A é outra história. Chay teve um gol anulado contra o Atlético-GO logo nas primeiras rodadas com Luis Castro e sumiu. Passou por vários clubes até aparecer no time de Alagoas. Vi o Chay, vi o Gegê e o Luis Segovia, todos no CRB, vi o Aguirre fazendo gol pelo Uruguai nas eliminatórias, vi o Mateus Babi no banco do Penarol, vi o Luis Oyama no banco do Juventude, e nunca mais vi ou ouvi falar do Zé Gatinha. Porque nossa realidade agora é outra.
A ansiedade para a decisão de sábado tá gigante. Nossa torcida vai invadindo Buenos Aires. Podem esperar fartas matérias no Jornal Nacional sobre isso. Vou manter meu ritual de assistir em casa e sozinho em frente à TV aqui no Rio. Se estivesse em São Paulo iria no Bar Salvador, uma experiência maravilhosa para todo botafoguense em Sampa. Dessa vez vai ter telão na rua Anapurus no bairro de Moema em frente ao Bar. Imperdível.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, como diria o locutor Valdir Amaral, “o relógio marca”…
SURREAL PERDE
Nunca subestime a capacidade de falar m&rd@ de figuras patéticas como Maurinho e aquele ex-pastor Muller…
MANDOU BEM
Artur Jorge é o cara. Convocou uma coletiva na véspera do jogo contra o Palmeiras e mostrou qual é o papel de um verdadeiro líder nas horas mais difíceis.
Falta pouco, galera, eu sei. Mas se prepara porque talvez esse seja o pior ano dos próximos dez. Eu escolhi acreditar. E você?
Galera alvinegra, espero que vocês tenham curtido o texto. Meu Instagram @pedrohp_tv é voltado ao mercado audiovisual, sejam todos bem-vindos 🔥









