Em um movimento estratégico que pode redefinir o futuro do Glorioso, John Textor formaliza a oferta para retomar o controle total da SAF do Botafogo.
A briga pelo controle da SAF do Botafogo ganhou um novo e decisivo capítulo nesta segunda-feira (29/12). O empresário norte-americano John Textor oficializou uma proposta à Eagle Football para “recomprar” as ações do Alvinegro, consolidando um processo que já dura meses em meio a um complexo imbróglio judicial.
Textor afirmou que a proposta está “integralmente financiada” e garantiu ter realizado aportes de “milhões de dólares” no Botafogo nas últimas semanas, prometendo manter o fluxo de caixa enquanto aguarda a resposta. Na visão do investidor, o acordo traria estabilidade financeira e afastaria “riscos esportivos e administrativos” para a Estrela Solitária.
O Cenário da Disputa pelo Controle Alvinegro
Desde que adquiriu 90% das ações da SAF do Botafogo em 2022, por R$ 400 milhões, a gestão de Textor foi marcada pela ideia de uma “Família Eagle”, envolvendo clubes como Lyon (França) e Molenbeek (Bélgica). Contudo, a crise financeira do Lyon, que culminou no rebaixamento para a segunda divisão francesa em 2025, expôs as fissuras na relação.
Textor, embora acionista majoritário da Eagle Football Holdings, estava afastado das decisões da holding há meses. Ele mesmo contratou uma auditoria para determinar o valor atual do clube carioca e manifestou publicamente o desejo de “separar o Botafogo da parte europeia” da Eagle. Essa separação ganhou contornos mais dramáticos quando, em julho de 2025, o empresário transferiu os ativos e a SAF do Botafogo para uma nova empresa nas Ilhas Cayman. A operação, que incluiu a venda de uma dívida da Eagle e um empréstimo de 100 milhões de euros, foi vista pela nova gestão da Eagle Football como ilegal, levantando temores de fraude e conflito de interesses.
A disputa se arrastou aos tribunais, com a Justiça do Rio de Janeiro “congelando as ações da Eagle na SAF do Botafogo” em 31 de julho, garantindo que Textor permanecesse no controle. Em meio a esse cenário, o empresário defendeu que “o Botafogo financiou a Europa, não o contrário”, citando um montante de R$ 410 milhões que o Lyon deveria reembolsar ao clube carioca, confirmando o “fim do caixa único” entre os clubes.
Agora, a proposta de recompra de John Textor depende da aprovação dos credores da Eagle e do quadro de diretores da holding, em um desfecho que promete ser tão aguardado quanto qualquer partida do Glorioso. Para mais notícias e análises, fique ligado no Insider Botafogo.
Fonte: Insider Botafogo e GE Botafogo








