A grande surpresa e sensação do campeonato que conta com a melhor campanha de um time estreante no Brasileirão de pontos corridos. Esse é o Mirassol Futebol Clube.
Junior Antunes está na linha de frente do clube desde 1989. O Juninho, como é conhecido, é vice-presidente, dono de quatro supermercados na cidade e responsável pela gestão, contratação, finanças e montagem de elenco. Juninho adota uma gestão centralizada onde tudo passa por ele, qualquer valor gasto seja para contratação de um jogador até a compra de algum material não passa despercebido sob seu gerenciamento. É considerado um “faz-tudo” do clube, um dirigente que abdica do salário e faz um trabalho por amor e organização do Mirassol.
O clube Mirassol não possui dívidas e nem ações trabalhistas e suas receitas são provenientes da cota de TV e da participação no Campeonato Paulista e Campeonato Brasileiro. É apenas gasto e investido o que o clube possui em caixa, sem grandes loucuras ou manobras financeiras. Com mais de 100 SAFs no país, o Mirassol não faz parte delas, é apenas um clube associativo. O clube também não possui diretores remunerados, assim como Juninho. A filosofia instaurada é investir em elenco e estrutura no estádio José Maria de Campos Maia.
A grande virada de mesa para o Mirassol se deu em 2017, quando obteve R$ 8 milhões de reais na venda de Luis Araújo para o Lille da França pelo São Paulo. O Mirassol tinha 30% do jogador, e investiu a maioria do dinheiro da venda na construção de seu estádio e também em elenco, feito sob a gestão de Juninho.
O clube segue sob uma gestão séria e atenta, e mostra resultados expressivos no campeonato. Ainda não perdeu nenhum jogo em casa e segue na quarta colocação buscando a vaga inédita na Copa Libertadores da América. O Clube se baseia em 5 pilares de governança, conforme citado abaixo;
- Sustentabilidade financeira
- Governança e transparência
- Gestão de pessoas e talentos
- Planejamento a longo prazo
- Marcar forte
O grande feito positivo do Mirassol FC exemplifica que é possível fazer muito com pouco, seguindo a risca uma gestão séria e com bons princípios em sua administração. Imaginem agora, como efeito de comparação, o Botafogo que após vir de um 2024 mágico e gastar mais de meio bilhão em contrações no ano de 2025, teve um ano de resultados esportivos bastante negativos sem nenhum título conquistado. O Botafogo gastou muito, pecou em qualidade e não conseguiu montar um time que desse liga, passando longe do que foi no ano anterior. Será que o Mirassol com esse dinheiro empregado na mão de Juninho, estaria brigando por títulos? Temos muito que aprender com um time regional conquistou o Brasil e segue dando o que falar. Mirassol chegou no cenário nacional e não é acidente.
Por Gian Chimisso
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