O Botafogo voltou a demonstrar uma vulnerabilidade preocupante em seu último confronto pela Copa do Brasil, onde o gol sofrido contra o Vasco, de bola parada, acendeu um alerta. Não é um incidente isolado; esta é uma questão recorrente que tem impactado significativamente o desempenho defensivo do Glorioso na temporada.
O levantamento revela um dado alarmante: exatamente metade dos gols que o Alvinegro sofreu na temporada, 18 de um total de 36, originaram-se de jogadas de bola parada. Este recorte é crucial, pois exclui pênaltis, faltas diretas e gols olímpicos, focando nas jogadas construídas.
A Análise de Ancelotti e o Desafio da Transição Defensiva
Após o empate em São Januário, o técnico Davide Ancelotti apontou as bolas paradas como um dos “pequenos detalhes” capazes de decidir uma partida de alto nível. Ele ressaltou a importância desse aspecto, visto que o gol do Vasco foi originado exatamente dessa forma, sublinhando a necessidade de atenção contínua.
“A nossa transição tem que melhorar, porque temos que ficar melhor colocados defensivamente, porque tudo começa por isso, e acertar os primeiros dois passos da transição, que muitas vezes não acertamos”, analisou Ancelotti. A falha nesse momento crítico abre importantes brechas para os adversários.
A incidência de gols de bola aérea não é nova. Carlos Leiria, ex-interino, teve a maior média, com 0,6 gols por jogo. Renato Paiva e Cláudio Caçapa também enfrentaram o problema, com médias de 0,3 e 0,25, respectivamente. Com Davide, o gol de Jair foi o quarto em 13 jogos, mantendo a média em 0,17.
Com a Copa do Brasil como grande prioridade e o G-4 do Brasileirão no radar, onde o clube é o quinto colocado com jogos a menos, resolver essa fragilidade será vital. Para mais notícias do Glorioso, confira nosso site. O Botafogo tem a capacidade de criar, mas precisa selar a defesa.
Fonte: Insider Botafogo e GE Globo









