As mil e uma noites de escalação do ataque alvinegro

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As mil e uma noites de escalação do ataque alvinegro

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O jogo contra o Carabobo na Venezuela, pela última rodada da Libertadores, mostrou mais uma faceta da equipe do Botafogo.

Savarino está lesionado. Santi Rodriguez não disse a que veio. Artur não correspondeu. Mais uma vez, Renato Paiva foi obrigado a improvisar.

A torcida pede a sua cabeça. Para escapar da degola, ele vai criando uma narrativa diferente a cada jogo, tentando protelar a degola.

Nem tudo está perdido, no entanto. A dança das cadeiras no ataque do Glorioso nos reservou algumas boas surpresas. Cuiabano se adaptou bem ao novo esquema. Jogando mais avançado, o lateral teve boa participação nas jogadas, e marcou o gol da vitória, já nos acréscimos.

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Jeffinho, meio torto na direita, também se safou como pôde, mostrando alguma recuperação, depois de tanto tempo parado.

Além disso, Vitinho ocupou bem o espaço do ataque, aparecendo para concluir.

De resto, o que se viu foi a mediocridade de sempre. Marlon ainda está longe de ser o comandante dos títulos. Rwan Cruz trava uma luta incessante com a pelota, que ocupa boa parte dos seus esforços em campo. Igor Jesus não sabe para onde se movimentar. E Artur, mais uma vez, entrou mal.

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A desarrumação é compreensível. No ano passado, Almada e Luiz Henrique foram fundamentais para o sucesso do quarteto ofensivo do time. As flutuações de Igor Jesus abriam espaço para a penetração de Savarino e do Pantera. Havia sempre alguém para concluir as jogadas, confundindo a marcação adversaria.

Com o recuo de Savarino para a armação, e a inoperância ofensiva de Artur, os deslocamentos do nosso centroavante titular deixam vago o comando de ataque. O último passe não sai; e as chances de contra-ataque acabam desperdiçadas.

Uma das versões tentadas por Renato Paiva para suprir a lacuna foi a escalação de dois centroavantes, com Mastriani ou Rwan marcando presença na área. Funcionou contra o Fluminense. Contudo, a estratégia às vezes esbarra na limitação técnica do elenco.

É um quebra-cabeças e tanto. Enquanto isso, vamos nos complicando. Apesar da vitória, a rodada não nos favoreceu. O Estudiantes goleou fora de casa, distanciando-se na ponta. Vai jogar pelo empate na próxima volta, no Nílton Santos. Já a La U tem uma partida aparentemente fácil contra o Carabobo, em casa. Não deve deixar de fazer os três pontos – o que nos obriga a vencer o time argentino para continuar na briga.

A verdade é que a torcida está contando os dias para a segunda janela. Se é que a balbúrdia que reina no clube não vai chegar a outras frentes.

A julgar pelas notícias que sopram de Lyon, a coisa pode ficar feia em breve, em vários níveis.

Que os deuses do futebol protejam o Glorioso.

 

Rodrigo Rosa está escalado no time da Nova Escrita http://www.novaescrita.art.br

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