Após tentar por meses praticar futebol sem goleiro, graças a Deus agora temos um. E, por sinal, foi justamente ele o responsável por sairmos do Nilton Santos ontem com pelo menos um ponto.
Agora o Botafogo segue na sua insistência em praticar futebol sem treinador.
O futebol do elenco do Botafogo é um retrato preciso do que é a diretoria do clube: a representação perfeita da total falta de senso de urgência.
Eu não diria que o Botafogo joga um futebol de time rebaixado. O Botafogo joga um futebol de quem parece estar disputando um torneio amador, uma pré-temporada. Como se nada estivesse valendo. Ninguém se esforça. Parece que nenhum jogo vale 3 pontos. Nenhum jogo vale nada para esse elenco.
Mas como esses jogadores vão achar que os jogos valem alguma coisa se, na beira de campo, quem está comandando as substituições e dando as instruções é o próprio jogador do elenco, Allan? Isso você não encontra nem na várzea.
Por isso, caro leitor, eu não digo que eles têm futebol de time rebaixado. Porque, por mais limitados que sejam, esses pelo menos se esforçam.
Acabo de ler que o Botafogo planeja ter um técnico até a parada da data FIFA.
Antes tarde do que nunca. Apenas mais 72 horas e teremos um técnico. Aguardem!
Mas será que teremos mesmo?
Se o Bellão, por uma intervenção divina, conseguir ganhar do Grêmio na quarta-feira, porque aparentemente só assim para esse time do Botafogo ganhar de alguém, o que acontece?
O quarto pior mandante do campeonato. Um mês sem vencer.
Se ele conseguir esse milagre, será mandado embora?
Duvido muito.
Ao meu ver, a diretoria segue firme com o plano de “uma hora a vitória chega”. E quando, e se, ela chegar, vão dizer que têm total confiança no trabalho do Bellão.
“Botafogo descarta Renato Gaúcho e estrangeiros” é quase uma piada pronta, né?
Será que esse técnico que o Botafogo diz procurar realmente existe? Ele está entre nós?
Porque, sinceramente, começa a parecer que não.
É triste ver esse filme se repetir. Um clube incapaz de aprender com o próprio passado e com uma aptidão para se sabotar que parece não ter fim.
A torcida não está pedindo um craque. Não está pedindo um Guardiola.
Estamos pedindo o mínimo.
Mas nem isso podemos ter no Botafogo.
Se você olhar para a terceira divisão do Brasileiro, vai encontrar em todos os times algo que o Botafogo insiste em não ter: técnico.










