Ziyech chegou para assinar contrato. Um dos poucos reforços desta janela, que está a um dia de fechar. E sua participação em campo pode demorar, dependendo das condições físicas a serem ainda avaliadas.
O Botafogo tem quatro rodadas fundamentais para garantir a permanência na Série A em 2027. Depois do jogo contra o Bragantino, na próxima rodada, o Alvinegro enfrenta em sequência três adversários diretos na luta contra o rebaixamento. Pelo menos mais nove pontos nestes quatro jogos deixam o Z4 bem mais distante.
Fora de campo, a confusão jurídica segue a todo pano. Decisão da Justiça inglesa ontem manteve a liminar de Textor que impede a transferência das ações que a Eagle, sob administração da Cork Gully, ainda detém, dificultando em tese a transferência do Botafogo até o julgamento do mérito.
Por que em tese? Porque, em princípio, a Justiça inglesa não tem poder fora de sua jurisdição. O processo que corre no Brasil, portanto, não seria afetado por qualquer decisão no estrangeiro. Além disso, o Associativo acionou a garantia de subscrição prevista no contrato da SAF e, por um mecanismo de arrasto, pode exigir a venda do percentual restante que ainda pertence à Eagle.
Digamos que, no decurso do processo, a Eagle se recuse a assinar, alegando obediência à decisão da Corte inglesa. Ainda assim, o juiz pode decidir pela transferência, dispensando judicialmente a assinatura, para não prejudicar a recuperação do Botafogo.
Uma outra opção, que evitaria a demora da Justiça, seria aumentar o capital da SAF, diluindo assim a participação de terceiros e consolidando a GDA, que está pronta para fazer o aporte, como majoritária na nova composição societária.
Duas vias levam ao mesmo ponto. Qual a melhor? Cabe aos advogados das partes decidir. Claro que nada se faz sem contraditório; e ainda vamos ouvir falar bastante dos bastidores dessa transferência.
O problema é quando o ruído chega ao Departamento de Futebol. Se no campo o time garantir os quarenta e cinco pontos necessários à permanência na Primeira Divisão, fechamos um dos anos mais conturbados do clube no lucro. O processo de entrada do novo investidor seguirá o seu curso; uma nova Comissão Técnica virá, a estrutura da SAF sofrerá as mudanças necessárias, e o planejamento de 2027 poderá ser implementado.
Todo o esforço da Diretoria neste momento é criar uma interface que proteja o elenco. Nada mais importante, agora, do que garantir uma boa comunicação com os torcedores, com a imprensa, com os credores, coisa que vez por outra falta ao Botafogo.
As próximas rodadas vão mostrar do que os atuais mandatários do clube são realmente capazes.
Rodrigo Rosa é o acionista majoritário da Nova Escrita http://www.novaescrita.art.br









