Domingo tem clássico no Maracanã contra o Flamengo. O Alvinegro vem de duas derrotas no Brasileiro e precisa da recuperação para respirar longe da zona da degola.
Não vai ser fácil. Enfrentamos o segundo colocado do Campeonato, Vamos de técnico interino, sem muito tempo de adaptação. O elenco foi enxugado, mas os reforços que chegaram não empolgam muito. Há movimentações nos bastidores para agir ainda nesta janela; mas as promessas ficam para depois.
No momento, o clube vive uma fase conturbada. A entrada do novo investidor ainda não foi concretizada. O Social teve de assumir o comando, sob forte rejeição da torcida. Não há dinheiro sobrando no caixa. Certas decisões recentes vêm sendo contestadas. O clima de incerteza gera especulações.
Um dos boatos mais difundidos é que Gabriel de Alba seria apenas um Mecenas pondo dinheiro para que o Associativo controle o clube. A tese, convenhamos, tem pouca sustentação. Em primeiro lugar, não parece de modo algum o modus operandi da GDA. Além disso, a empresa abriu mão de sua posição de credor na Recuperação Judicial. Se o objetivo é investir de fora, que credor cometeria tal loucura?
Um outro boato recente procura explicar a demora na transição através de um processso que a GDA tem em Nova Iorque. È misturar alhos com bugalhos. A hipótese, em uma análise fria, carece de uma relação causa-efeito comprovável.
O que se passa, então? Uma transição desse tipo não é coisa de principiante. Cabe lembrar que o Social foi obrigado a lançar mão do bônus de subcrição para tomar 51% das ações da SAF, uma vez que a Eagle, sob administgração da Cork Gully, impôs condições draconianas para autorizar a operação de venda, dentre as quais o perdão da dívida que o Lyon tem com o Botafogo.
Escritórios de advocacia de um lado, de outro, minutas para cá, clásulas sendo ajustadas, diligências; enfim, toda uma série de ajustes precisa ser feita antes da assinatura final; para completar, por trás do biombo, há os advogados de Textor jogando contra.
Claro que a demora é prejudicial. Torcedores irritados com o mau desempenho do time vêm cancelando subscrições. O último jogo no Nílton Santos teve uma renda pífia. Conhecemos bem a mentalidade do botafoguense. Cansado de sofrer, ele se retrai e abandona o clube nessas horas.
O que dizer em um momento tão delicado? Talvez uma mensagem de Gabriel de Alba, em sua passagem pelo Rio, deva ser ouvida com atenção.
Ela se resume a uma só palavra.
Paciência.









