A semana foi cheia de novidades. Gabriel de Alba, futuro controlador da SAF, veio ao Rio de Janeiro. O técnico Franclim Carvalho foi demitido. Bellão assumiu como interino. Anunciou-se uma Comisssão Técnica permanente com nomes que geraram, em parte, forte reação na torcida. Por conta disso, o principal alvo das críticas, Paulo Bonamigo, entregou o cargo de imediato.
É no meio da tempestade que o Botafogo joga as suas chances na Sul-Americana hoje à noite contra o Cienciano no Nilton Santos, precisando reverter uma diferença de cinco gols, após a tragédia de Cusco.
Fácil não é. Tampouco provável. Impossível, por outro lado, é uma palavra que não existe no futebol.
Bellão sequer teve tempo para treinar. Ao que tudo indica, vai novamente de 4-4-2; dessa vez, contudo, a dupla de ataque será formada por dois centroavantes, já que Danilo Pereira está esclado como companheiro de Cabral.
Marcar cinco ou seis gols em uma equipe que vem para jogar na retranca, sem tomar nenhum, é tarefa de circo. É bem verdade que o Botafogo chegou a ter o melhor ataque do Campeonato Brasileiro; ao mesmo tempo, possuía uma das piores defesas.
Após a parada da Copa, o desempenho do ataque passou a ser medíocre. O motivo é evidente. Nunca tivemos atacantes decisivos. Os gols eram em grande parte assinalados por jogadores do meio de campo que chegavam para concluir, ou mesmo por defensores, em jogadas de bola parada. Acontece que o desempenho de uma das peças-chave do time caiu bastante. Sim, estamos falando de Danilo. Em parte, todo o quiproquó envolvendo a sua venda para o Palmeiras e para o exterior atrapalhou. A formação tática que o time passou a adotar também não ajudou muito. Danilo jogou algumas partidas mais recuado; em outras, deslocado para a direita, pouco contribuiu. Na desorganização dos últimos jogos, até como centroavante o craque apareceu. É pedir muito. Não dá.
às vezes unm feijão com arroz bem temperado resolve a questão. Bellão parece ter os pés no chão. Tomara que não invente muito.
O fundamental é mostrar o que o Botafogo não mostrou no primeiro jogo na altitude: atitude. Marcar sob pressao, partir para cima, dividir com vontade, ser objetivo. Em uma só palavra: imposição.
Um golzinho nos primeiros quinze minutos ajuda muito. Se o improvável não acontecer, que o time termine a sua participação de cabeça erguida. É hora de virar a página.
E tomara que Gabriel de Alba, que estará presente ao estádio, seja pé quente.









