O Botafogo viveu uma das noites mais tristes de sua história na Copa do Brasil. Diante da Chapecoense, na Arena Condá, o time foi derrotado pelo próprio medo, perdeu por 2 a 0 e deu adeus à competição com um futebol que envergonhou sua torcida.
O início até enganou. Nos primeiros minutos, o Botafogo parecia controlar o jogo e criou duas boas chances com Júnior Santos, que foram desperdiçadas de forma inexplicável. A Chapecoense, sem pressão alguma, apenas esperava. E quando atacou, encontrou um verdadeiro banquete.
Aos 19 minutos, Énio passou fácil por Alexander Barboza — que estava completamente perdido — e tocou para Marcinho, que driblou Cristian Medina e finalizou de fora da área sem qualquer contestação. Neto, o goleiro, chegou atrasado na tentativa de defesa. O placar já mostrava o que estava por vir.
Aos 30 minutos, Bruno Pacheco quase fez o segundo em uma jogada que a defesa alvinegra não conseguiu cortar. Arthur Cabral teve a melhor chance do Botafogo aos 38, acertando a trave, mas no rebote Júnior Santos pediu pênalti de Bruno Pacheco — o árbitro ignorou. Na última jogada do primeiro tempo, Bolasie aproveitou um cruzamento da direita e cabeceou para o gol, encerrando qualquer esperança: 2 a 0.
O Botafogo voltou para a etapa final em ritmo lento, como se já tivesse aceitado a derrota. Edenílson teve uma chance clara na entrada da área mas chutou por cima. O restante do jogo foi composto por cruzamentos improdutivos e finalizações sem direção. Joaquín Correa perdeu um gol feito na pequena área, minutos depois Kadir fez o mesmo. O castigo estava decretado.
A defesa do Botafogo foi o grande problema da noite. Bastos esteve calamitoso, lento e pesado, perdendo disputas de corpo. Barboza falhou nos dois gols. Neto, novamente em uma competição decisiva, colecionou mais uma eliminação no currículo. Mesmo com três volantes, o Glorioso não conseguiu ser eficiente na marcação. Os espaços entre zaga e laterais foram enormes durante toda a partida.
Franclim Carvalho recebeu nota zero da avaliação no grupo do Insider no WhatsApp e carrega a responsabilidade por escalar um time tão vulnerável em uma partida eliminatória. A crise institucional e possíveis saídas de jogadores — parece ter chegado ao gramado na pior hora possível.
Fonte: Insider Botafogo











