O triunfo por 2 a 1 sobre o Racing ontem no Estádio Nílton Santos devolveu ao Botafogo a liderança de seu grupo na Sul-Americana. Mas não foi só. Com dez pontos e dois jogos a disputar, o Alvinegro está perto de garantir vaga direta na Fase Eliminatória da competição. Um alívio para o torcedor, que nos últimos tempos só tem recebido más notícias.
Franclim fez o simples. Danilo com liberdade no esquema de três volantes. Pontas de ofício, com físico para as disputas e comprometimento na marcação. O Botafogo saiu na frente, cedeu o empate; mas soube reagir e, no final, controlou bem a partida, garantindo a vitória; coisa que os jogadores vinham tendo dificuldade de fazer.
Até Villalba ganhou uma chance: e, se muito não fez, pelo menos forçou a expulsão do goleiro adversário, obrigando a equipe argentina a terminar o jogo com um jogador de linha improvisado na posição.
Decorridas quatro rodadas, o Botafogo é hoje o time com mais pontos e com o melhor ataque da competição. Nada mal para quem vive momentos de crise.
Falta garantir a paz fora de campo. A Assembleia decisiva está marcada para daqui a alguns dias. Se não houver uma reviravolta na Justiça, o Social apresentará novo investidores.
A novela promete surpresas. Em um cenário ideal, o clube passaria por uma transição, escalonando as dívidas através da Recuperação Judicial, até que possa voltar à normalidade.
Nesse processo, precisamos de investidores comprometidos desportivamente com o futuro do clube. Fundos de investimento são entidades que se interessam pelo retorno financeiro puro e simples, sem se importar com a administração do futebol.
Que os representantes do Clube Social tenham noção de que é um momento decisivo na História do Botafogo. Voltar a velhos esquemas do passado significaria um retrocesso. Insistir com quem trouxe a instituição a esse descalabro é destinar o Botafogo ao fracasso por escolha.
A ideia de que estamos jogados às traças não é verdadeira. Há interessados na SAF. Cabe costurar um bom acordo.
Quem sabe se, passada a tormenta, não conseguimos evitar a debandada do meio do ano? Não dá para sonhar com muita coisa em 2026; mas, com uma base razoável, através de uma temporada de reestruturação, talvez possamos voltar a competir em um nível mais alto em dois anos.
Pé no chão e muito trabalho. É o que temos pela frente.
E que o recado sirva também para o nosso amigo Franclim.
Rodrigo Rosa vai dando conta do recado na Nova Escrita. http://www.novaescrita.art.br










