O Botafogo passou ontem na conta do chá pelo fraco time do Nacional Potosi. Jogando em casa, o Alvinegro conseguiu um dois a zero construído no primeiro tempo e obteve a classificação para a sequência da Pré-Libertadores, já na próxima semana.
Foi um jogo de extremos. Na etapa inicial, um massacre: quinze finalizações, dois gols, três bolas na trave. No segundo tempo, nenhum arremate. O Nacional se animou, cresceu e, ainda que sem efetividade, chegou a acertar a trave de Linck em um chute de longa distância.
Nossa equipe cansou. O esquema obriga os jogadores a um esforço que, cedo ou tarde, se reflete no desempenho. Os volantes e os alas têm de percorrer continuamente grandes distâncias. Caso contrário, por conta do esquema de três zagueiros, o time acaba chegando com pouca gente no ataque.
Quando necessita refrescar os jogadores, o técnico se vê sem grandes opções. Artur e Cabral entraram mal, sem velocidade para o contragolpe. Villalba seria uma alternativa a considerar, nas circunstâncias. Permaneceu no banco, assistindo ao jogo de camarote.
Faltam peças, é bem verdade. Matheus Martins no comando de ataque tem sido de uma ineficiência exasperante. Ponte não é zagueiro. Newton tem evidentes limitações. Telles precisa de um reserva à altura.
Para piorar, Montoro vem jogando abaixo do que pode. Barreira, então, nem se fala.
O time se sustenta na boa fase de Danilo. Quando ele aguenta estar em campo.
Fora essa bênção, as coisas não andam bem, decididamente. Jogadores contratados não obtiveram ritmo de jogo. Outros vieram em cima da hora e não foram inscritos a tempo.
O braço de ferro entre Textor e a Ares continua. O Botafogo voltou a recorrer ao CAS da Fifa, em mais um processo por inadimplência, dessa vez movido pelo Betis.
A estratégia de esticar a corda nos pagamentos só gera prejuízos: multas, juros, endividamento ainda maior.
Com um elenco curto, uma gestão pífia, brigas societárias, um treinador inflexível, e carências óbvias que a falta de recursos torna ainda mais difícil resolver, o Botafogo vai preparando cuidadosamente s receita do desastre.
Como diz o ditado, a corda um dia arrebenta. E é sempre do lado mais fraco.
Rodrigo Rosa está arrebentando na Nova Escrita http://www.novaescita.art.br










