Para onde vamos? Estamos sem rumo!
O plano de John Textor de tirar o Botafogo do fundo do túnel escuro quando comprou a SAF, parecia dar certo após a conquista da Libertadores e do Campeonato Brasileiro. O que se viu após o ano mágico de 2024 foi, e continua sendo um cenário de caos. Nosso elenco campeão totalmente desconstruído em tempo recorde. Vivemos dias de incertezas e um futuro nada promissor. A que preço fomos supercampeões? Valeu a pena uma gestão que, semelhante a uma montanha-russa, foi cheia de altos e baixos, constantes e recheados de falta de planejamento? A falta de regularidade e tranquilidade na administração pós-2024 vem sendo marcada negativamente.
Tivemos nossos jogadores, como Igor Jesus e Luiz Henrique vendidos por preço abaixo do mercado, venda de muitos jogadores de posições específicas para depois acabar sem ter nenhum jogador da posição. Planejamento? Conseguimos a proeza de ter um ano com maior faturamento da história do clube para ficar devendo com nome sujo na praça e com transferban internacional, sem poder inscrever atletas. Ajudamos o Lyon com nosso caixa superavitário, onde está esse dinheiro de premiações e faturamento recorde de 2024 que foi emprestado e agora o clube francês se nega a assumir que possui uma dívida em aberto? Saímos do transferban pegando empréstimos a juros colossais e quase que impagáveis por parte de quem parece não ter crédito na praça. Demitimos diversos funcionários por falta de dinheiro, culminamos na demissão de Cláudio Caçapa, homem forte escolhido a dedo, da comissão técnica e na demissão de Raphael Rezende. Estamos entregando para o mercado de bandeja todos os profissionais que fizeram o clube vencedor.
É praticamente vender o almoço sem ter almoço para comer depois, parece mais um seriado dramático da Netflix. Davide Ancelotti sabia do desmonte do elenco e do transferban e saiu enquanto era tempo. O próprio transferban e o período que durou foi algo inaceitável para quem ganhou tudo no ano passado. E agora, para rechear o bolo, já estragado, a saída de Thairo Arruda, como CEO do clube, por não concordar com as ações incalculáveis de John Textor.
Seguimos nesse fim de fevereiro com elenco curto, muitas derrotas em campo, uma crise que assola o clube fora de campo e acaba impactando resultados do certame. Estamos sem crédito na praça, sendo chamados por muitos outros clubes e empresários de caloteiros, um possível novo transferban à vista e um caixa esvaziado. Diversas dívidas em aberto e um futuro que não parece ser nada positivo.
John Textor parece perdido, sem direção na gerência da instituição que disse amar. Nosso mandatário falou e criticou tanto os ‘amadores com orgulho’ e agora repete muitas de suas ações e algumas até consegue piorar. Estamos sem rumo, navegando para onde o vento sopra. Até onde vai essa crise? Igual no mercado financeiro, chegou a hora do controlador da SAF Botafogo apertar o ‘stop loss’, do inglês, parar a perda, tentar reorganizar a casa antes que seja tarde. Falta muita transparência!
Obs: Ao fechamento da matéria, John Textor foi afastado pela Eagle Football de seu comando no grupo.
Por Gian Chimisso
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